Este trabalho compreende dois grupos de imagens: fotografias de todos os cantos da casa onde André Penteado vivia no período de sua realização e imagens de um parque perto de sua casa. Apesar da grande diferença entre os dois grupos de imagens, há algo em comum entre elas: são opacas, não se consegue ver através delas.

Realizado durante o período em que o artista estava se divorciando, O processo visa compreender o poder do tempo de lazer na liberação da energia acumulada em situações de grande estresse.

Um fato visual interessante acontece quando o espectador olha intensamente para as fotografias dos cantos: ele perde a capacidade de saber se o canto está apontando para fora ou para dentro. Assim como apesar da beleza das imagens de plantas, elas também podem ser lidas como paredes intransponíveis.

Talvez, desorientado, apesar da beleza de algumas imagens, o observador desta série perceba que a única saída é interna.